Maestro Isaac Karabtchevsky - Conversa com Bial

Entrevista com o Maestro Isaac Karabtchevsky e apresentação da Orquestra Sinfônica do Heliópolis.




Você pode assistir ao programa completo em HD no globoPlay:
https://globoplay.globo.com/v/6201165/

Ela é pura magia


Uma homenagem as donas de casa super poderosas

Ela é pura magia, de noite e de dia.
Ela possui um encanto desde a hora do café até a hora que eu janto.
E na ansiedade do dia a dia seu abraço é meu recanto.

De alguma forma ela faz coisas fantásticas, não sei como mas funciona;
Ela mistura ingredientes numa panela e de lá sai manjares que a deuses impressiona.
Há quem diga que não, mas magia me parece:
Coloco roupa suja no cesto e logo-logo limpinha no guarda-roupa reaparece.


Nela as crianças tudo concentram, proteção, carinho, alimento
O banho, a roupa, a diversão..  o alento.
Mãe cadê a toalha? Mãe viu meu chinelo? Mãe já fez o café?
Só Deus sabe quantas em uma essa mulher é!

A mulher maravilha que me desculpe e entenda
Mas maravilhosa mesmo é ela, e que o tapete vermelho se estenda.


Alquimistas que aprendam que a verdadeira magia não é transformar metal em ouro,
Mas despertar no próximo a consciência que dentro de si está o verdadeiro tesouro.
David copperfield, Dynamo, Mister M ou Houdini
Vocês não são de nada! magia mesmo é passar o mês inteiro com um salário mini.


Essa poderosa não faz show, não manda beijo no ombro nem outras futilidades
Ela não quer deixar um exemplo de mulher objeto para sua posteridade.
Seu show pode ser feito com fantoches, bonecos de massinha e histórias lidas
e sim, as vezes ela faz pro marido um show particular com lingerie e cintas-liga.


Mas vocês não têm ideia do que essa magia é capaz de suportar
é  gripe, tosse, dor no corpo, cólicas, noite mal dormida,
e torcer pro gás não acabar no meio da comida


Mas essa magia um dia pode acabar, seu combustível está em extinção
é composto por carinho, cumplicidade, romantismo, amor e compreensão
Mas nada pior que a ingratidão
que é contra ela um escudo de proteção.


Minha esperança é que, assim como eu, um dia todos deem valor
a esposa, mãe, dona de casa, braço direito do inculto ao doutor.
Que com seu amor e cuidado a todos contagia
e faz deste mundo um lugar melhor com sua adorável magia.



Escrito por Alex Martins em homenagem sua esposa Nina e a todas donas de casa.

Willian Waack - Não sou racista!

Se os rapazes que roubaram a imagem da Globo e a vazaram na internet tivessem me abordado, naquela noite de 8 de novembro de 2016, eu teria dito a eles a mesma coisa que direi agora: 'Aquilo foi uma piada —idiota, como disse meu amigo Gil Moura—, sem a menor intenção racista, dita em tom de brincadeira, num momento particular. Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão.'

Sim, existe racismo no Brasil, ao contrário do que alguns pretendem. Sim, em razão da cor da pele, pessoas sofrem discriminações, têm menos oportunidades, são maltratadas e têm de suportar humilhações e perseguições.

Durante toda a minha vida, combati intolerância de qualquer tipo —racial, inclusive—, e minha vida profissional e pessoal é prova eloquente disso. Autorizado por ela, faço aqui uso das palavras da jornalista Glória Maria, que foi bastante perseguida por intolerantes em redes sociais por ter dito em público: "Convivi com o William a vida inteira, e ele não é racista. Aquilo foi piada de português."

Não digo quais são meus amigos negros, pois não separo amigos segundo a cor da pele. Assim como não vou dizer quais são meus amigos judeus, ou católicos, ou muçulmanos. Igualmente não os distingo segundo a religião —ou pelo que dizem sobre política.

O episódio que me envolve é a expressão de um fenômeno mais abrangente. Em todo o mundo, na era da revolução digital, as empresas da chamada "mídia tradicional" são permanentemente desafiadas por grupos organizados no interior das redes sociais.

Estes se mobilizam para contestar o papel até então inquestionável dos grupos de comunicação: guardiães dos 'fatos objetivos', da 'verdade dos fatos' (a expressão vem do termo em inglês 'gatekeepers'). Na verdade, é a credibilidade desses guardiães que está sob crescente suspeita.
Entender esse fenômeno parece estar além da capacidade de empresas da dita 'mídia tradicional'. Julgam que ceder à gritaria dos grupos organizados ajuda a proteger a própria imagem institucional, ignorando que obtêm o resultado inverso (o interesse comercial inerente a essa preocupação me parece legítimo).

Por falta de visão estratégica ou covardia, ou ambas, tornam-se reféns das redes mobilizadas, parte delas alinhada com o que 'donos' de outras agendas políticas definem como 'correto'.

Perversamente, acabam contribuindo para a consolidação da percepção de que atores importantes da 'mídia tradicional' se tornaram perpetuadores da miséria e da ignorância no país, pois, assim, obteriam vantagens empresariais.
Abraçados a seu deplorável equívoco, esquecem ainda que a imensa maioria dos brasileiros está cansada do radicalismo obtuso e primitivo que hoje é característica inegável do ambiente virtual.

Por ter vivido e trabalhado durante 21 anos fora do Brasil, gosto de afirmar que não conheço outro povo tão irreverente e brincalhão como o brasileiro. É essa parte do nosso caráter nacional que os canalhas do linchamento —nas palavras, nesta Folha, do filósofo Luiz Felipe Pondé— querem nos tirar.
Prostrar-se diante deles significa não só desperdiçar uma oportunidade de elevar o nível de educação política e do debate, mas, pior ainda, contribui para exacerbar o clima de intolerância e cerceamento às liberdades –nas palavras, a quem tanto agradeço, da ministra Cármen Lúcia, em aula na PUC de Belo Horizonte, ao se referir ao episódio.

Aproveito para agradecer o imenso apoio que recebi de muitas pessoas que, mesmo bravas com a piada que fiz, entenderam que disso apenas se tratava, não de uma manifestação racista.
Admito, sim, que piadas podem ser a manifestação irrefletida de um histórico de discriminação e exclusão. Mas constitui um erro grave tomar um gracejo circunstanciado, ainda que infeliz, como expressão de um pensamento.

Até porque não se poderia tomar um pensamento verdadeiramente racista como uma piada.

Termino com um saber consagrado: um homem se conhece por sua obra, assim como se conhece a árvore por seu fruto. Tenho 48 anos de profissão. Não haverá gritaria organizada e oportunismo covarde capazes de mudar essa história: não sou racista. Tenho como prova a minha obra, os meus frutos. Eles são a minha verdade e a verdade do que produzi até aqui.

Willian Waack

Alfabetização para a mídia


Hoje em dia as informações chegam até você fragmentadas, alterando sua percepção da realidade. É preciso tomar alguns cuidados para não se tornar massa de manobra.

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Postagem original com resumo do programa clique aqui

Não temos que temer o fim da existência, mas sim uma existência banal



Comemorar não quer dizer sempre festejar. É possível comemorar o dia de finados. A ‘sobrevivência excessiva' traz dores, como a perda de muitas pessoas especiais.


Ouça Aqui:


Programa gravado em 02/11/2017



Citações:


"Ando inclinado para o lado esquerdo porque carrego no o peito todos os meus mortos"
Carlos Drummond de Andrade

"Eu não tenho medo de morrer, eu tenho pena"
Chico Anysio

"Não estou indo em direção ao fim, estou indo em direção as origens"
Manoel de Barros

"No juízo final o que me assusta não é o fato de ele ser final, é dele ser juízo"
Mario Sergio Cortella