Semicondutores



Lucas Camargos (@lmcamargos), Luciano Queiroz (@lucianocupim), Elton Carvalho (@SnowRaptor) e Rafael Calsaverini (@rcalsaverini) batem um papo físico sobre semicondutores; Entenda a importância dos elétrons e seus buracos. Saiba diferenciar bandas de valência, de condução e de garagem. Use materiais semicondutores nos seus aparelhos eletrônicos e compare diferentes spins com Super Homem e o Bizarro.






Mais detalhes na postagem original:
http://dragoesdegaragem.com/podcast/dragoes-de-garagem-81-semicondutores/



Sobre desigualdade Social




"O que realmente importa em termos éticos é se os pobres têm um teto sob o qual dormir, se têm suficiente para comer, se tem a oportunidade de ler, se tem acesso a saneamento básico e um tratamento igual por parte da polícia e dos tribunais (estes três últimos, saneamento, polícia e tribunais, são monopólios estatais).
Proteger os pobres inocentes da violência policial é infinitamente mais importante do que querer equalizar a posse de Rolexes."




Postagem original com a transcrição do programa:
http://www.portalcafebrasil.com.br/podcasts/547-sobre-desigualdade/

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência



Eis um cenário prático e real:
João recebe R$ 1.000 por mês. Esse é o seu salário bruto.
Desse valor, João paga 8% para o INSS. Isso dá R$ 80.
Seu patrão paga 20% desse valor também para o INSS. Isso dá R$ 200.
Por mês, portanto, João paga R$ 280 ao INSS.
Esse é o valor que o governo confisca de João com o intuito de "cuidar" dele no futuro: o equivalente a nada menos que 28% de seu salário bruto. Para o governo, João é tolo demais para administrar o próprio dinheiro. Tal tarefa será feita com muito mais carinho e dedicação por burocratas estatais.
Em troca de quê?
De acordo com as novas regras da Previdência que o governo pretende implantar, João terá de trabalhar por 49 anos para conseguir se aposentar com seu salário integral. Ou seja, João e seu patrão terão de pagar, mensalmente, R$ 280 ao INSS durante 49 anos para que, no ano de 2066, João se aposente e receba uma aposentaria mensal de... R$ 1.000.
(Para facilitar o exemplo, estou considerando inflação zero pelos próximos 49 anos. Isso significa que, em 2066, R$ 1.000 terão o mesmo poder de compra que têm hoje. Essa forma de raciocinar tem a vantagem de pensarmos tudo em valores de hoje para qualquer época futura, o que mantém o raciocínio mais claro.)
Portanto, ficamos assim: durante 49 anos, João terá dado R$ 178.360[1] para o governo em termos de INSS. (Estou incluindo o 13º salário)
Em troca disso, a partir do ano 2066, ele ganhará R$ 1.000 por mês (em valores de hoje). Isso significa que, a partir de 2066, ele terá de viver pelo menos mais 179 meses (15 anos) para ao menos conseguir recuperar todo o valor que deu para o governo.
Como seria se João tivesse liberdade
Agora vejamos qual seria a situação de João daqui a 49 anos caso ele tivesse liberdade para fazer o que quisesse com esse dinheiro.
Sem qualquer pirotecnia, imagine que João aplicasse esses mesmos R$ 280 mensais destinados ao INSS em títulos públicos por meio do Tesouro Direto. (Absolutamente qualquer pessoa, de qualquer renda, sem ter de pagar nenhuma taxa, pode aplicar no Tesouro Direto.)
Mais especificamente, imagine que João aplicasse mensalmente no título Tesouro IPCA+ (também chamado de NTN-B Principal), que paga uma taxa média de 6% de juros reais anuais. Ou seja, esse título paga um valor 6% acima da inflação total de cada ano.
Quanto João teria daqui a 49 anos? Ele teria toda a inflação acumulada no período de 49 anos e mais um ganho extra de 6% ao ano durante 49 anos. Quanto dá R$ 280 rendendo 6% ao ano de juro real (ou seja, acima da inflação) durante 49 anos?
Nada menos que R$ 1,038 milhão em valores de hoje.[2] 
Ou seja, daqui a 49 anos, João teria à sua disposição uma quantia cujo poder de compra equivale a R$ 1,038 milhão de hoje. Nada mau.
Mas agora vem o principal: esse R$ 1,038 milhão (em valores de hoje) que João terá daqui a 49 anos, caso continuem aplicados a 6% de juros reais ao ano (0,49% ao mês), renderão a ele nada menos que R$ 5.086 por mês (em valores de hoje).
Agora compare e se espante:
No primeiro cenário, tudo o que restou a João é receber R$ 1.000 por mês (em valores de hoje). E só. Ele não tem mais nada. Todo o dinheiro que ele deu para o INSS (R$ 178.360) se perdeu. Ele não tem acesso a ele. Tudo o que lhe restou, repetindo, é receber R$ 1.000 por mês.
Já no segundo cenário, João não apenas terá R$ 1,038 milhão em sua posse, como ainda estará ganhando mais R$ 5.086 por mês só com os juros incidentes sobre esse R$ 1,038 milhão!
(Sim, haverá imposto de renda de 15% sobre esse valor; ainda assim, a diferença de realidade é absurda).
Eis, portanto, as alternativas de João: patrimônio nenhum acumulado e apenas R$ 1 mil por mês para sobreviver, ou patrimônio de R$ 1,038 milhão acumulado mais uma renda mensal de R$ 5.086 por mês.
Isso, e apenas isso, já deveria bastar para acabar com qualquer debate sobre a Previdência. Qual a moralidade desse arranjo?
Desnecessário enfatizar que, no segundo cenário, quanto mais João conseguir poupar a cada mês trabalhado, maior será o seu montante final acumulado. Apenas para se ter uma ideia, se ele conseguir poupar R$ 10 adicionais por mês — ou seja, R$ 290 em vez de R$ 280 —, seu montante final será de R$ 1,077 milhão, ou seja, R$ 39 mil a mais. Isso dará a João uma renda mensal de R$ 5.277 (R$ 191 a mais por mês). Tudo isso com apenas R$ 10 a mais por mês.
Essa é a mágica dos juros compostos.
É igualmente desnecessário enfatizar que há outras modalidades de investimento que rendem muito mais que os títulos do Tesouro, como CDBs, LCIs e LCAs de bancos pequenos. As pessoas podem perfeitamente ir alocando seus investimentos em vários desses instrumentos financeiros de vários bancos diferentes, sempre respeitando o limite de R$ 250 mil por instituição financeiracoberto pelo FGC.
Em suma, se você pudesse escolher desde o início, qual desses dois modelos você adotaria: INSS ou liberdade?
Reformar a Previdência é enxugar gelo
Pessoalmente, considero essa questão da Previdência brasileira um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.
Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.
E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.
Comecemos pelo básico.
Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.
Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.
Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.
Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.
E, no Brasil, ela já não está cooperando. Eis os dados do IBGE:
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Em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 29 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.
Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.
Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?
Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro). 
Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada. 
A não ser mudar totalmente o sistema.
Uma sugestão de reforma definitiva da Previdência
São vários os que têm sugestões para reformar a Previdência com o intuito de perpetuá-la. Já eu sugeriria aboli-la e libertar as pessoas da obrigação de participar dela.
Isso, no entanto, gera um problema: há milhões de pessoas entre 30 e 65 anos que foram obrigadas pelo governo a entrar no esquema insustentável da Previdência e que já obrigatoriamente pagaram muito dinheiro para o INSS. E há também os aposentados que dependem do dinheiro dos ativos para continuar recebendo suas aposentadorias.
O grande desafio, então, é como abolir a Previdência e, ao mesmo tempo, não deixar essas pessoas ao relento. Elas, afinal, foram coagidas pelo governo a entrar neste arranjo. Não havia opção.
Não seria nem ético nem moral simplesmente dizer para essas pessoas que tudo aquilo que elas pagaram foi em vão.
Com esse objetivo, eis a reforma que eu sugeriria, baseada nesta sugerida pelo economista americano George Reisman. Apresento-a na esperança de que ela sirva ao menos como um ponto de partida para discussões e debates adicionais sobre o tema. Ela não tem o intuito de ser definitiva; tampouco ela é à prova de falhas. Trata-se apenas de um modelo-base, que pode ir sendo aperfeiçoado e ajustado à medida que vai sendo implantado. No entanto, vale ressaltar que o objetivo supremo desta proposta é a liberdade econômica do indivíduo.
Começando em janeiro de 2018, a idade mínima de aposentadoria deve ser imediatamente elevada para 65 anos. (Esta idade é a mesma da proposta do governo). O que isso implica?
Em 2015, a idade média de aposentadoria no Brasil foi de 58 anos. Trata-se de uma das menores do mundo (confira a tabela). No México, as pessoas se aposentam com, em média, 72 anos. No Chile, com 69. Em todos os outros países da América Latina as pessoas se aposentam com mais de 60 anos.
Esse aumento para 65 anos, obviamente, será uma grande decepção para todas essas pessoas com 58 anos ou mais, as quais esperavam se aposentar em breve. Felizmente, há uma maneira de fornecer um alívio substantivo para essas pessoas, o que diminuirá bastante seu infortúnio: indivíduos a partir de 58 anos terão o FGTS direcionado ao seu salário (valor esse que o patrão teria de pagar de qualquer maneira) e, principalmente, estarão isentos do imposto de renda até o valor anual R$ 67.467,66 (incluindo o 13º salário).
Esse valor da isenção representa o atual valor máximo sobre o qual incide o INSS (R$ 5.189,82 por mês).
Na prática, uma isenção desse tamanho significa que a esmagadora maioria destes indivíduos não mais pagará imposto de renda até se aposentar.
Esse valor de que o governo estaria abrindo mão em termos de imposto de renda e de FGTS representa uma quantia que o governo não teria coletado de qualquer maneira, uma vez que essas pessoas já estariam aposentadas, sem pagar FGTS e recebendo menos que seus salários atuais.
Mais ainda: como agora o governo não terá de pagar aposentadoria para essas pessoas que têm 58 anos ou mais — pois elas ainda continuarão trabalhando e pagando INSS até os 65 anos —, tal medida mais do que compensaria essa isenção do imposto de renda em termos do orçamento do governo. As receitas da Previdência subirão e as despesas cairão.
Adicionalmente, o fato de que essas pessoas não mais veriam o imposto de renda confiscando uma fatia do seu salário, em conjunto com o fato de que agora o FGTS está incorporado aos seus salários, já deveria servir de grande consolo para a aceitação dessa mudança.
Essa idade de aposentadoria de 65 anos deverá ser mantida por até quinze anos (janeiro de 2033), de modo a possibilitar que todos os trabalhadores que tinham 50 anos ou mais na época de sua implantação (janeiro de 2018) se beneficiem dela.
Entretanto, após esse período de quinze anos (janeiro de 2018 a janeiro de 2033), a idade mínima deverá ser gradualmente aumentada para 70 anos. Esse aumento de 65 para 70 anos deverá ocorrer ao longo de um período de vinte anos (janeiro de 2033 a janeiro de 2053). Ou seja, a cada ano, a idade mínima será elevada em 0,25 ano (um trimestre). 
Assim, trabalhadores que tinham 49 anos quando a reforma foi implantada (janeiro de 2018) poderão se aposentar pelo INSS quando tiverem 65 anos e três meses, ao passo que aqueles que tinham 30 anos na época da implantação só poderão se aposentar aos 70 anos.
Após esse período de vinte anos (janeiro de 2053) — que já totalizam trinta e cinco anos desde a implantação da reforma, e com a idade mínima já em 70 anos —, a Previdência começará a fechar as portas. Quem estiver com 70 anos se aposenta em 2053. Quem estiver com 65 anos (ou seja, quem tinha 30 anos em janeiro de 2018) se aposenta em 2058.
E quem estiver com menos de 65 anos não mais irá se aposentar pelo INSS.
Em outras palavras, a partir de janeiro de 2053, a Previdência estará fechada para todos aqueles que tinham 29 anos de idade ou menos quando a reforma foi implantada (janeiro de 2018). Esses jovens trabalhadores de 29 anos ou menos, que não se aposentarão pelo INSS, terão ainda muito tempo para cuidar do seu futuro financeiro, poupando e investindo de acordo com o que foi falado no início deste artigo.
(Aquele grande superávit inicial conseguido no início da implantação do programa pode ser utilizado para restituir, nem que seja parcialmente, todo o dinheiro que esses trabalhadores de até 29 anos já deram para o INSS.)
Portanto, a partir de janeiro de 2053, trinta e cinco anos após a implantação da reforma, a Previdência ficará aberta por mais cinco anos, até janeiro de 2058, esperando as pessoas que tinham 65 anos inteirarem 70 para se aposentar. Após receber seus últimos integrantes em janeiro de 2058, a Previdência fecha para novos entrantes.
Isso significa que, a partir de janeiro de 2058, após 40 anos da implantação da reforma, a Previdência terá exclusivamente apenas pessoas com mais de 70 anos de idade, e não mais receberá nenhum novo aposentado.
Com isso, todo o sistema previdenciário irá progressivamente diminuir e murchar, até desaparecer por completo à medida que seus pensionistas restantes forem morrendo.
Essas pessoas restantes, entretanto, terão de ser bancadas por todo o resto da sociedade. Não há como escapar deste fato. Porém, a sugestão para essas pessoas, que terão entre 30 e 35 anos de idade em janeiro de 2018 — ou seja, ainda serão jovens na época da implantação da reforma — é que sigam os conselhos do início deste artigo e façam planos para uma previdência complementar, apenas para se precaverem de um eventual (e possível) calote do governo.
Em todo caso, supondo um não-calote nessas pessoas, o governo terá de cortar gastos em outros setores.
Felizmente, e ironicamente, se tomarmos a realidade atual como base, lugar de onde o governo pode cortar gastos é o que não falta: ministérios, secretarias, salários dos políticos, salários de toda a burocracia estatal (especialmente do judiciário), cinema, teatro, sindicatos, grupos invasores de terra, concursos públicos, subsídios a grandes empresários e pecuaristas, anúncios publicitários na grande mídia (impressa e televisiva) e em times de futebol. Ou então o governo pode reduzir os superfaturamentos em obras contratadas por empresas estatais, reduzir o número de políticos, abolir várias agências reguladoras custosas, e reduzir os gastos com a Justiça do Trabalho. Ele também pode deixar de administrar correios, petróleo, eletricidade, aeroportos, portos e estradas.
Em suma, de onde retirar gastos para bancar os aposentados restantes é um problema que nunca faltou e não faltará no futuro.
Conclusão
Não interessa a sua ideologia: a demografia se encarregou de fazer com que as obrigações assumidas pela Previdência se tornassem essencialmente impagáveis, a menos que os impostos sejam elevados a níveis intoleráveis.  
Quando despida de toda a retórica demagógica, constata-se que a Previdência foi criada e ainda existe porque burocratas acreditam que as pessoas não são capazes de cuidar de si próprias. Na prática, isso é o mesmo que dizer que, dado que um pequeno número de pessoas não tem meios de se alimentar, todos os indivíduos de uma população devem ser forçados a comer em restaurantes estatais.
Pior: não importa o que a lei diga sobre como empregados e empregadores compartilham o fardo da contribuição previdenciária; do ponto de vista econômico, o trabalhador paga todo o imposto. Mises foi o primeiro a desenvolver esta constatação em seu livro Socialism, em que ele disse que contribuições para a seguridade social sempre se dão em detrimento dos salários.
A verdade é que o que está na origem do sistema previdenciário é a filosofia do coletivismo: o sistema forçosamente cria em um esquema coercitivo no qual indivíduos são obrigados a sustentar os pais e os avôs de estranhos para, em troca disso, esses indivíduos futuramente também serem compulsoriamente sustentados pelos filhos e netos de outros estranhos.
O fim deste esquema compulsório e insustentável e um retorno à responsabilidade individual, com cada indivíduo sendo responsável por garantir sua própria provisão para o futuro, gerarão um grande aumento na poupança e na acumulação de capital, pois a poupança de cada indivíduo será investida livremente por ele onde quiser, e não dissipada em esquemas de pirâmide comandados pelo governo.
Essa orientação voltada para o longo prazo, com menos imediatismo e mais prudência, por sua vez, gerará um sistema econômico mais próspero e de enriquecimento mais acelerado, no qual o padrão de vida de todos irá aumentar.
A única reforma realmente adequada para a Previdência Social é a gradual abolição de todo o sistema.  
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[1] Considerei R$ 280 durante 13 meses (por causa do 13º salário), o que dá uma média de R$ 303 para um ano de 12 meses. E então multipliquei por 588 meses, que são 49 anos.
[2] Utilizei o mesmo raciocínio do INSS: R$ 280 por 13 meses (13º salário) equivalem a R$ 303 em um ano de 12 meses. E a rentabilidade real de 6% ao ano equivale a 0,49% ao mês acima da inflação.

5 ideias de esquerda que jamais fizeram o menor sentido (mas você sempre acreditou)


1. “Para haver um rico é preciso haver um pobre.”

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Cá entre nós – eu poderia apostar que você, pelo menos em algum momento da sua vida, chegou a acreditar nessa ideia. Para haver um rico é preciso haver um pobre. Ou então: os países só são ricos porque se desenvolveram explorando os países pobres. Ou ainda: a pobreza só existe porque dá lucro.
Há muitos desses clichês decorando muros com pichações condenando os ricos pelas mazelas dos mais pobres. E se engana quem pensa que essa ideia nasceu com o capitalismo. Desde muito antes dos seus ancestrais moverem suas botas em solo tupiniquim, as trocas comerciais sempre foram encaradas como se fossem moralmente possíveis apenas entre bens com igualdade de valor (leia-se: um camponês que troca uma dúzia de ovos por um litro de leite).
Acontece que o valor dos bens não é objetivo, mas subjetivo. Quer dizer, não é como se os bens estivessem disponíveis embalados na natureza e nós apenas tivéssemos o trabalho de subir em árvores para adquiri-los – e os ricos, impávidos em sua sede de dominar o mundo, tivessem colhido tudo antes do tempo, não permitindo que os mais pobres tivessem acesso a eles.
A imensa maioria dos produtos que estão nesse exato momento ao seu alcance, embora utilizem materiais disponíveis na natureza, só existem graças ao fato incontestável de que esses materiais em estado natural foram transformados por meio do trabalho e do investimento. É a ação do homem que faz a mágica aqui. As árvores foram cortadas, as terras foram aradas, os alimentos foram colhidos, os alumínios foram extraídos. O resultado disso tudo lota a gôndola dos supermercados e das lojas dos shoppings centers. E cada um de nós dá um diferente valor a todos esses produtos na hora de realizar as nossas trocas.
A crença de que para haver um rico é preciso haver um pobre nasce justamente da concepção equivocada de que o ganho de um jogador numa troca representa necessariamente a perda para o outro jogador. É como se houvesse uma quantidade finita de um determinado produto a ser dividido e disputado entre os jogadores. Toda vez que você adquire um celular, por exemplo, não permite com que outra pessoa no mundo tenha acesso a ele. Na teoria dos jogos o nome que se dá a isso é jogo de soma zero.
Acontece que a economia não é uma espécie de bolo, com tamanho fixo. Riqueza é algo que precisa ser produzida, criada. E não sem razão, é isso que fazemos há pelo menos dois séculos. Duvida? Encare o gráfico abaixo.
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Aqui em cima está toda riqueza criada no mundo nos últimos séculos. Se você acompanhar cada traçado nesse gráfico, perceberá que todas as regiões do mundo estão hoje mais ricas do que estavam no século dezenove. Mesmo a África (e atualmente, sete das dez economias que mais crescem no mundo estão no continente africano). 
A pergunta que não quer calar aqui é: quem exploramos, afinal, para criarmos toda essa riqueza? Os marcianos? Os homens do passado? Nossos escravos imaginários? Quais foram os pobres explorados para que toda humanidade pudesse enriquecer?
De fato, tal bordão não parece fazer o menor sentido: as trocas só existem, pelo contrário, por serem lucrativas para ambas as partes – ou alguém força você a sair da sua casa para realizar compras que você não tem o menor interesse? A participação nesse grande mercado de trocas é absolutamente voluntária; tanto o comprador como o vendedor são capazes de vetar qualquer negócio a qualquer momento e só permanecerão interessados no jogo quando perceberem que essa é uma escolha lucrativa para ambos.
E é por isso que o mercado de trocas é um jogo de saldo positivo e expansivo. E é por isso que não faz o menor sentido afirmar que para haver um rico é preciso haver um pobre.
Acredite, o único lugar do mundo em que a pobreza dá lucro é na política.

2. “O capitalismo mata todos os anos milhões de pessoas.”

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Você já ouviu essa, certo? Mas, antes de qualquer coisa, é preciso dar o nome aos bois.
Não, o capitalismo não é o governo americano. Também está longe de ser a burocracia estatal. Muito menos a defesa das grandes corporações.
O capitalismo é o sistema de mercado onde ocorrem as trocas citadas no primeiro ponto desse texto. É aquilo que Adam Smith chamava de “sistema de liberdade natural”, onde pessoas comuns exercem livremente seu poder de compra e venda. É aquilo que conecta e cria, como dizia George Simmel, “uma sociedade no lugar de uma mera coleção de indivíduos”.
E como um sistema econômico, antes de criticá-lo ou elogiá-lo é preciso entender que ninguém é encarregado de tocar o capitalismo – ou melhor, todo mundo é. Como disse o economista neozelandês John McMillan:
“Se as pessoas não têm autonomia, suas negociações não são negociações de mercado. Quando existe uma relação de autoridade – uma parte está cuidando da outra, ou uma autoridade mais alta cuida das duas – então qualquer transação está em outra categoria; não é uma transação de mercado.”
O que quero dizer com isso tudo? Que o capitalismo não possui um rosto. Não é possível imputar direta ou indiretamente a morte de quem quer que seja por ele – especialmente pelas ações políticas – como guerras, genocídios ou explorações colonialistas (na maioria das vezes perpetradas por autoridades antiliberais). Pelo contrário. Como sistema econômico, tudo que o capitalismo proporcionou ao mundo foi mecanismos para a proliferação da vida. E não é preciso ser um grande analista social para chegar a essa conclusão – basta saber o mínimo de história e aritmética.
Até o início do século dezenove, o crescimento do PIB per capita mundial permaneceu estável, próximo do zero. Entre 1200 e 1800, do declínio da Idade Média ao fim do mercantilismo, medidas de bem-estar econômico como renda, as calorias e proteínas per capita ingeridas pelas pessoas e o número de filhos sobreviventes aos primeiros cinco anos de vida, não mostraram tendência ascendente em nenhum país europeu – na verdade, estavam quase presos aos mesmos níveis de sociedades de caçadores-coletores. 
Desde então, graças ao crescimento econômico gerado pelas instituições capitalistas, a população mundial cresceu inacreditáveis seis vezes, desafiando a armadilha malthusiana. Não faz ideia do que isso significa? Estou falando de um acréscimo de seis bilhões de pessoas a mais vivendo agora no planeta. Nada parecido aconteceu até então na história do homem.
E não é apenas que há mais pessoas no planeta: nossa qualidade de vida aumentou consideravelmente e a nossa expectativa de vida mais do que dobrou desde então. O que é o mesmo que afirmar que nós não apenas vivemos mais tempo, como estamos menos suscetíveis a morrer de febre, gripe, fome, difteria, poliomelite, tifo, malária, tuberculose e uma série de doenças que hoje felizmente estão presas apenas aos livros de história.
É o exato oposto do que manda o senso comum. Não é como se o capitalismo matasse todos os anos milhões de pessoas: nenhum outro sistema econômico permitiu o nascimento e desenvolvimento de tantas vidas desde o início da trajetória da nossa espécie.

3. “O mundo está cada vez mais intolerante e violento. E a culpa é do capitalismo.”

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É difícil não escapar dessa ideia. Você liga a televisão ou acessa aquela página gravada nos favoritos do seu navegador e tudo que recebe é um festival de balas perdidas, assaltos, sequestros, estupros e atentados terroristas. Você acessa a sua rede social e o que não faltam são depoimentos denunciando casos de racismo, homofobia e machismo. O mundo definitivamente parece um lugar caótico, governado pela violência como em nenhum outro período da história, certo?
Mas e se essa nossa impressão estiver errada? E se, ao final de tudo, nós estivéssemos vivendo no período mais pacífico da história? E se, mais do que isso, nenhuma outra geração desde que o mundo é mundo fosse tão tolerante a minorias como negros, gays e mulheres como a nossa?
Acha isso pouco provável? Então você precisa assistir essa palestra TED aqui embaixo. Nela, o sueco Hans Rosling literalmente ensina alguns truques para não sermos tão ignorantes sobre o mundo ao nosso redor (e um spoiler: ele nunca foi tão seguro e tolerante às minorias como é hoje).
Hans não é o único pesquisador a enxergar o mundo dessa forma. De fato, não são poucos os analistas sociais que apontam que ao menos desde o fim da Idade Média a violência vem caindo drasticamente no planeta. E nada disso aconteceu por acaso: como relata o canadense Steven Pinker no consagrado The Better Angels of Our Nature, o sistema de trocas de mercado parece ser um dos principais responsáveis por isso:
“Os jogos de soma positiva também mudam os incentivos para a violência. Se você está trocando favores ou excedentes com alguém, de repente seu parceiro de troca torna-se mais valioso para você vivo do que morto. Além disso, você tem um incentivo para prever o que ele quer, para melhor supri-lo em troca daquilo que você quer. Embora muitos intelectuais, seguindo os passos de Santo Agostinho e São Jerônimo, considerassem os negociantes egoístas e gananciosos, na realidade o livre mercado recompensa a empatia. O bom negociante precisa manter os clientes satisfeitos ou um concorrente os roubará, e quanto mais clientes ele atrair, mais rico ficará. Essa ideia, que veio a ser chamada de doux commerce(comércio gentil) foi expressa pelo economista Samuel Ricard em 1704:
“O comércio liga as pessoas através da utilidade mútua. […] Através do comércio, o homem aprende a deliberar, a ser honesto, a adquirir bons modos, a ser prudente e reservado no falar e no agir. Percebendo a necessidade de ser prudente e honesto para alcançar o êxito, ele foge do vício, ou pelo menos sua conduta exibe decência e seriedade, para não suscitar um juízo adverso nos conhecidos presentes e futuros.””
No mundo real, entre 88 países com dados confiáveis, 67 viram um declínio de assassinatos nos últimos 15 anos – entre os mais violentos, essa taxa diminuiu em mais de 40% nesse período.
Pode parecer insano dizer isso, mas nós somos mais tolerantes às relações homossexuais e inter raciais, à liberdade de pensamento e de crença (e não-crença), e mais intolerantes à tortura como mecanismo judicial, à escravidão como modelo econômico e às guerras entre nações, do que qualquer outra geração anterior à nossa. Ou seja, vivemos num cenário exatamente oposto ao que aponta o senso comum.

4. “O mundo nunca foi tão pobre.”

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Essa também é uma máxima recorrente. O capitalismo é o grande responsável por toda miséria que há no mundo. É dele a culpa pelo subdesenvolvimento latino americano, pela fome na África, pelas favelas no Brasil, pelo atraso na Ásia.
Mas quanto disso é real de verdade? Pouca coisa. Encare o gráfico abaixo.
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Como ele expõe, o número de pessoas vivendo na mais absoluta pobreza vem caindo consideravelmente no mundo desde a Revolução Industrial. De fato, se os ricos ficaram mais ricos desde o início do capitalismo, os pobres também vem melhorando suas posições como nunca antes havia sido possível.
Os etíopes vivem hoje, em média, 24 anos a mais do que em 1960. Os chilenos já são mais ricos do que qualquer nação do mundo desenvolvido na década de cinquenta. A mortalidade infantil é menor hoje no Nepal do que na Espanha em 1960. Há 35 anos, 84% dos chineses vivia abaixo da linha da pobreza – esse número caiu para 6%, como reflexo da abertura econômica iniciada com a subida de Deng Xiaoping ao poder. Desde 1990, aliás, o percentual da população mundial vivendo na extrema pobreza caiu mais da metade – para menos de 18%.
Atualmente, os sul coreanos vivem, em média, 26 anos a mais e ganham 15 vezes mais por ano do que em 1955 (ganham 15 vezes mais também que os norte coreanos, mas essa é outra história). Os mexicanos vivem agora, em média, mais do que os britânicos viviam em 1955. Em Botswana a população ganha, em média, mais do que os finlandeses ganhavam em 1955 (em 1966, cada cidadão botsuano ganhava em média 70 dólares por ano; o país tinha míseros doze quilômetros de estradas pavimentadas e vinte e dois habitantes com diploma universitário). Em duas décadas, a proporção de vietnamitas vivendo com menos de dois dólares por dia caiu de 90% para 30%.

5. “O mundo nunca foi tão desigual.”

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Você já encarou em algum lugar, ainda que indiretamente, alguém citando aquelerelatório da Oxfam que afirma que o 1% mais rico do planeta detém mais riqueza do que os 50% mais pobres e que segundo a previsão, os mais ricos teriam mais do que os 99% restantes em pouquíssimo tempo, não é mesmo? Todo mundo leu essa notícia ano passado: a desigualdade no mundo estava atingindo os maiores níveis já registrados.
Loucura, não? Mas e se a história não fosse exatamente como a que está contada? E se, pelo contrário, a desigualdade no mundo estivesse desabando?
A primeira coisa que você deve saber sobre o relatório da Oxfam é que eles utilizam dados do Credit Suisse para estimar a riqueza líquida dos cidadãos ao redor do mundo. Só tem um problema com esses dados: a grande maioria dos países não possuem dados factíveis sobre os seus estoques de riqueza, uma vez que o que se taxa normalmente é a renda. Não é possível alcançar um relatório minimamente factível com a realidade desconsiderando isso.
Como aponta o economista do FMI, Carlos Góes, nesse artigo, o relatório da Oxfam não inclui:
  • a riqueza informal – por exemplo: as casas nas favelas e periferias, que valem dezenas de milhares de reais e estão nas mãos dos mais pobres, apesar de não serem titularizadas pelo governo (e a conta do economista peruano Hernando de Soto é que há pelo menos $10 trilhões não contabilizados dessa forma);
  • a riqueza implícita – como aquela prevista por sistemas de seguridade social;
  • o relatório, de fato, inclui apenas imóveis e ativos financeiros – sendo que parte considerável da riqueza dos mais pobres são justamente bens de consumo duráveis, como aparelhos eletrônicos, carros, motos, eletrodomésticos, etc;
  • e por fim, mistura a metodologia da Credit Suisse com as estimações da Forbes para a riqueza dos bilionários, sem apresentar qualquer justificativa que mostre por que ambas as metodologias são compatíveis.
É uma verdadeira salada estatística para alcançar o resultado inicial desejado: mostrar que o mundo nunca foi tão desigual.
Quase metade do mundo não tem patrimônio líquido formal algum – entrando, portanto, na parte mais pobre do relatório da Oxfam. Mas isso não significa que o patrimônio não está lá, na mão dos mais pobres.
Pela lógica enviesada do relatório, se você é um atendente de telemarketing que vai ao trabalho com uma moto e não possui nenhuma dívida em seu nome, está na metade mais rica do planeta. Se você é proprietário de uma casa que vale, digamos, algo próximo dos cem mil reais, na periferia de alguma grande cidade brasileira, já tem mais riqueza que bilhões de pessoas somadas, visto que a maioria delas não possui imóveis registrados (e no Brasil, segundo Paulo Rabello de Castro, quase metade dos imóveis ainda não são titularizados). Dá pra levar a sério um relatório que coloca atendentes de telemarketing e moradores da periferia no topo entre os mais ricos do mundo, ao mesmo tempo em que ignora bilhões de pessoas que têm suas riquezas não contabilizadas pela análise?
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Se você é desses que torce o nariz toda vez que encara a palavra desigualdade num texto como esse, pense no seguinte cenário: imagine que você tem o poder de entrar numa máquina do tempo e voltar duzentos anos na história. O que você acredita que iria encontrar pela frente? Castelos, nobres e gente vestida da forma mais elegante possível?
Pode até ser. Mas esse seria um retrato muito particular da sua viagem. De fato, o que mais você encontraria pela frente seria pobreza: 75% da humanidade vivendo com menos de um dólar por dia, na mais completa penúria. Esse era o cenário. A imensa maioria das pessoas ao redor do mundo nasciam pobres, viviam pobres, morriam pobres.
Foi nesse exato ponto da história, no entanto, que reformas institucionais começaram a explodir no noroeste da Europa, espalhando-se pelo continente e atravessando o mar. Foram essas reformas que permitiram com que parte do mundo saísse da pobreza. É graças a elas que você pode agora acessar este artigo.

Acontece que não existe um mundo com padrões institucionais homogêneos. Enquanto parte do planeta enriqueceu durante esse tempo, apostando em reformas políticas e econômicas, parte ainda permanece presa às mesmas instituições do século dezenove. É perfeitamente compreensível que tal cenário crie desigualdade. Mas não dá pra colocar a culpa nas instituições capitalistas, que permitiram esse desenvolvimento. Pelo contrário: a culpa é da falta da aplicação dessas instituições nos países que permanecem pobres.
A boa notícia é que isso vem mudando nos últimos tempos. E o resultado pode ser visto no gráfico abaixo.
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De fato, ao contrário do que aponta o senso comum, a desigualdade de renda no mundo vem caindo há 40 anos, fruto das reformas institucionais que aconteceram recentemente em alguns dos países mais populosos do planeta, como a China e a Índia.
Usando os próprios dados da Oxfam, a riqueza do 1% mais rico se manteve estável nos últimos 15 anos. O que você não sabe é que, apesar de terem os dados disponíveis, os analistas cortaram os dados de 2010 e fizeram suas projeções com base em apenas 4 anos. Como aponta Góes:
“Se, ao contrário disso, a riqueza dos mais ricos se comportar como se comportou ao longo dos últimos 15 anos, ela vai voltar à sua média histórica. Eu fiz uma pequena previsão alternativa (que também tem seus problemas) que usa a série completa e assinala como essa reversão à média é plausível. Essa prática de selecionar apenas quatro anos para adequar a realidade a uma narrativa é completamente condenável – e põe em dúvida a própria seriedade de um estudo que ganhou tantas manchetes de jornal.”
O resultado é o gráfico abaixo.
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Esqueça essa história que o mundo nunca foi tão desigual. Faça o mesmo com a ideia que para haver um rico é preciso haver um pobre, que o capitalismo mata todos os anos milhões de pessoas, que o mundo está cada vez mais intolerante e violento e que ele nunca foi tão pobre. Nada disso resiste ao menor escrutínio.
Se você quer tentar entender e ajudar a apresentar soluções para os problemas do mundo real, só há uma alternativa pela frente: não ignore o mundo real. É o melhor começo possível.


Postagem original em:
http://spotniks.com/5-ideias-de-esquerda-que-jamais-fizeram-o-menor-sentido-mas-voce-sempre-acreditou/